Um convite para os estudantes: se você pudesse criar algo para diminuir as distâncias entre as pessoas, o que seria?

Podemos começar esta atividade incentivando os estudantes a repararem nas diferentes invenções que conectam as pessoas, que as aproximam de alguma forma, ou que diminuem as diferentes distâncias existentes. 

  • Quais são mais comuns e quais são mais inusitadas?
  • Que tipos de distâncias essas invenções ajudam a diminuir?

É interessante reservar algum tempo para que encontrem uma maneira de registrar suas ideias e reflexões, seja por meio de palavras, desenhos ou colagens. Se você quiser, também pode realizar uma roda de conversa para um compartilhamento inicial de ideias.

A partir daí, podemos seguir propondo outras questões disparadoras, tais como:

  • Quantas distâncias existem entre as pessoas?
  • De quem eu gostaria de estar mais próximo?
  • Que invenções me ajudam a me conectar com outras pessoas?
  • Como eu posso ajudar a aproximar mais as pessoas com as quais convivo?
  • Como diminuir as diferenças?
  • Como transpor uma separação ou um obstáculo?
  • Que tipos de distâncias eu quero ajudar a diminuir?
  • Quem eu quero aproximar?

Você pode definir quais dessas perguntas gostaria de trazer para a sua aula neste momento e elaborar outras que considere mais relevantes. Além das perguntas, pense que em outras estratégias você gostaria de utilizar neste momento para se aproximar dos alunos e aproximá-los do tema.

Então, convide-os a imaginarem o que criariam para conectar melhor as pessoas. Ou seja, algo que contribua para diminuir as distâncias, sejam elas físicas, sociais ou culturais.

Dica - Exemplos e inspirações

Se os estudantes não souberem por onde começar, podem primeiro se inspirar em invenções já existentes que conectam as pessoas, que as aproximam de alguma forma, ou que diminuem as diferentes distâncias existentes. Depois, podem tentar imaginar algo que ainda não existe!

Também podemos mostrar algumas imagens que ajudem a inspirá-los a criarem seus projetos, como os publicados neste mural. Ou ainda compartilhar um projeto que criamos testando essa atividade anteriormente.

Existem, por exemplo, projetos mais poéticos que podem ser explorados pela turma, como o Linhas de Horizonte, um projeto colaborativo de Tom Lisboa com fotógrafos ao redor do mundo, em que ele está conectando, através de uma única linha, a vista das janelas de pessoas em várias cidades. Ou então projetos que, além de poéticos, são lúdicos, como as gangorras na fronteira entre os Estados Unidos e o México, criadas pelo arquiteto Ronald Rael e pela designer Virginia San Fratello, unindo de forma lúdica e durante 40 minutos os dois países em um evento cheio de alegria, emoção e união na fronteira.

E se eu estiver mediando esta etapa remotamente?

Existem diversas possibilidades, as quais dependem do seu contexto e dos recursos que você e seus estudantes têm acesso. Por exemplo, podemos:

  • Enviar um áudio curto via Whatsapp com esse grande convite ao imaginar e depois incentivar os estudantes a enviarem fotos dos desenhos com suas ideias.
  • Criar um mural colaborativo virtual (ver aba Indo Além) com o convite e solicitar que os estudantes compartilhem suas ideias da forma que acharem pertinente: escrevendo sobre ela, postando um desenho ou uma imagem de referência, gravando um vídeo.
  • Dependendo do acesso a dados remotos, também é possível enviar um vídeo curto (ou link para acessá-lo) ou reportagem que tenha relação com o tema via Whatsapp.
  • Postar vídeos, perguntas e outros recursos que despertem a curiosidade dos estudantes em um ambiente virtual de aprendizagem;
  • Criar um formulário interativo na forma de uma aventura-solo para os estudantes explorarem e responderem com suas ideias.
  • Realizar uma videoconferência com os estudantes e convidá-los a falarem sobre suas ideias, escreverem suas ideias em um mural virtual, envolverem as pessoas que moram com eles em suas apresentações...

Mão na massa!

Hora dos estudantes criarem seus projetos!

A ideia é que eles explorem os materiais e as ferramentas disponíveis em sala e criem um projeto que ajude a diminuir as distâncias entre as pessoas! Eles podem usar elementos sobre os quais refletiram anteriormente e outras inspirações que são importantes para eles.

Os estudantes não precisam concluir suas criações durante o tempo de uma aula. A ideia é que ao final da atividade apresentem uma primeira versão de seus projetos e o que pretendem fazer a seguir, dando continuidade em outros momentos para aperfeiçoá-los e finalizá-los.

Dica - Como podemos interagir seguindo protocolos de distanciamento físico?

Podemos incentivá-los a expressarem suas ideias durante esse momento de criação, fazendo perguntas para que falem sobre o que pretendem criar e para que a turma saiba o que cada um está criando, já que a circulação livre não é algo possível neste momento.

E, que tal colocar uma música para alegrar o ambiente enquanto criam?

Se possível, compartilhe desse momento de criação com eles! Crie também o diminuidor de distâncias e vá narrando as suas dificuldades e ideias enquanto eles criam em seus lugares!

Dica - E se eu estiver mediando esta etapa remotamente?

Se for um momento de criação assíncrono, podemos incentivar os estudantes a explorarem os objetos e os cômodos de suas casas de uma forma inusitada. E se eles:

  • Encontrarem um novo uso de um objeto cotidiano nos seus projetos?
  • Montarem uma tenda que funcionará como seu estúdio de criação?
  • Usarem um mural virtual para criar coletivamente um diminuidor de distância?
  • Explorarem este estúdio no Scratch e criarem um projeto abraçando essa causa?
  • Envolverem outras pessoas que moram com eles para criarem juntos o projeto nas redes sociais da escola ou dos responsáveis?
  • Compartilharem o amor neste estúdio do Scratch? Afinal, o amor não ajuda a diminuir as distâncias?
  • Criarem um estúdio no Scratch com projetos dos seus diminuidores de distâncias?

A forma como essas orientações e provocações chegam aos estudantes depende muito do seu contexto e dos recursos que você e seus alunos têm acesso. Poderia ser:

  • Uma mensagem ou um áudio curto via Whatsapp;
  • Uma folha com orientações e um espaço para que os estudantes possam escrever, desenhar e fazer colagens para depois te entregarem;
  • Um vídeo curto postado em um ambiente virtual de aprendizagem.

Se for um momento de criação síncrono, podemos incentivar o mão na massa durante uma videoconferência, com criações envolvendo materiais concretos em casa ou criações virtuais - usando o Scratch, por exemplo!

Olha só que legal este vídeo que mostra um exemplo de uma atividade mão na massa remota e síncrona! :)

Ah, uma coisa super importante! Não podemos nos esquecer de incentivar os estudantes a documentar todo o processo de criação, seja por meio de desenhos, fotografias, registros em um diário de bordo ou diário de áudios! Além de ajudá-los a entenderem melhor o seu percurso de aprendizagem, essa documentação pode ser utilizada durante o compartilhamento dos projetos e para avaliação! :)

Plugue essa atividade!

Se os estudantes tiverem acesso a computadores e celulares, podem utilizar esses dispositivos para a criação de seus projetos. E se eles criassem:

  • um vídeo para alguém especial ou sobre uma causa importante para eles usando o celular?
  • um cartão virtual para pessoas queridas que estão longe usando o Scratch a partir do computador?
  • o seu projeto usando modelagem 3D com o Tinkercad ou remixando um projeto a partir do Thingiverse usando o computador?
  • um mapa colaborativo do seu bairro ou cidade usando o Google My Maps, em que as pessoas possam compartilhar informações sobre lugares que são importantes, que precisam de cuidado ou que são divertidos.